quinta-feira, 14 de julho de 2016

Siza Vieira e Souto Moura Fazem Subir UP no Ranking da CWUR

Recebi um esclarecimento importante do Vice-Reitor Martins Ferreira e da Dra. Paula Pechincha sobre os rankingas universitários publicitados pela CMUR, o quel pode ser lido aqui:

Deste esclarecimento se depreende que os números que aparecem nas tabelas da CMUR correspondem ao ranking para esse item da universidade entre as 1000 universidades pontuadas pela CMUR, o que significa que quanto mais baixo for o número na tabela, mais elevado é o ranking da universidade. Esta regra aplica-se à discrepância, que citei em anterior post, entre os 98 da UP e os mais de 350 das outras universidades portuguesas em quality of education, ou seja, a UP tem um ranking muito melhor (98) do que as outras universidades nacionais (+350) no que diz respeito ao parâmetro quality of education (measured by the number of a university's alumni who have won major international awards, prizes, and medals relative to the university's size [25%]).


O esclarecimento que me foi oferecido pela Reitoria diz ainda que isso se deve ao facto da UP ter dois professores (e ex-alunos da UP) que receberam o Pritzker Prize: Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura, o que dá um empurrão para cima ao ranking da nossa universidade no documento da CMUR.

terça-feira, 12 de julho de 2016

ERRO: link incorreto no post anterior para a documento dos rankings da UP no CWUR

UP Desce na Classificação do Center for World University Rankings

O Center for World University Rankings, CWUR (http://cwur.org/about.php) publicou os dados referentes a 2016, comparando-os com os valores dos dois anos anteriores. No que se refere à UP, o Gabinete de Estudos Estratégicos e Melhoria Contínua da Reitoria forneceu ao CG o documento que pode ser lido aqui:
Estes dados do CWUR indicam que a UP vem descendo nos últimos dois anos na classificação das universidades a nível mundial, europeu e ibero-americano, mantemos o segundo lugar entre as universidades portuguesas. Há um parâmetro em que a UP subiu de pontuação relativamente a anos anteriores: quality of faculty rank (measured by the number of academics who have won major international awards, prizes, and medals [25%]).  Há um parâmetro em que a UP contrasta pela negativa com as outras universidades portuguesas: quality of education (measured by the number of a university's alumni who have won major international awards, prizes, and medals relative to the university's size [25%]). De facto, a UP recebe 98 pontos e todas as outras universidades portuguesas recebem acima de 350 pontos neste item. Esta discrepância é no mínimo estranha.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Um Retrato Rápido do Estudante da UP em 2014/15

Dos 30152 estudantes da UP, 71% eram de Licenciatura/Mestrado Integrado, 18% de Mestrado e 11% de Doutoramento.

O grosso dos estudantes da UP vive no Norte e tão perto da Universidade que dorme na sua residência permanente. A única exceção são os estudantes de Arquitetura, em que 26% do contingente vem de outras regiões do país, quiçá atraídos pela Escola de Arquitetura do Porto. Mais de um terço dos estudantes têm progenitores com nível de escolaridade superior. Essa percentagem só baixa significativamente para os estudantes de Letras e Psicologia/Ciências de Educação, Faculdades onde estão os estudantes que percentualmente recebem maior número de bolsas. A percentagem global de estudantes estrangeiros é ínfima (2%). Poucos (8%) são os que fazem os seus estudos em tempo parcial e apenas 5% são estudantes trabalhadores.


A percentagem de estudantes estrangeiros sobe nos Mestrados (11%) e nos Doutoramentos (19%). Cerca de metade destes estudantes estrangeiros são provenientes do Brasil e dos PALOPs; há um número significativo de estudantes do Irão e da China. Letras, Psicologia/Ciências da Educação e Ciências são as Faculdades com maior percentagem de estrangeiros inscritos em Mestrados. Desporto, Direito, Engenharia e Ciências são as Faculdades com maior percentagem de estrangeiros inscritos em Doutoramentos. Só 12% dos estudantes de doutoramento da UP tinham bolsas (sobretudo da FCT). Farmácia (50%) e Ciências (44%) são as Faculdades com maior percentagem de estudantes de doutoramento com bolsas da FCT.

Mensagem do Reitor ao CG na Comemoração do Seu 2º Ano de Mandato

From: Sebastião Feyo de Azevedo [mailto:sfeyo@reit.up.pt]
Sent: segunda-feira, 27 de Junho de 2016 08:58
To: acr@reit.up.pt
Cc: sfeyo@reit.up.pt
Subject: Segundo ano de mandato - reconhecimento e agradecimento


Senhores Presidente e Vice-presidente do Conselho Geral, Senhoras e Senhores Conselheiros,

Comemora-se hoje o segundo aniversário do mandato do Reitor que escolheram para servir a U.Porto entre 2014 e 2018.

Parto dentro de 2 horas para Dili – Timor Leste, aonde irei representar a U.Porto na reunião da AULP, Associação das Universdades de Língua Portuguesa, aproveitando para celebrar diversos acordos de cooperação, bem como para simbolicamente fazer a entrega de um donativo de mais de 3000 livros e  equipamentos diversos,  nomeadamente desportivos, à Universidade Nacional de Timor Leste, oferta possível pela bondade de cooperação de várias das nossas Faculdades.

Nesta data simbolicamente tão importante, de meio de mandato, não posso deixar de reconhecer e agradecer todo o trabalho que têm vindo a desenvolver em favor do desenvolvimento da nossa Universidade, no apoio, nas propostas e nas críticas, no quadro da Vossa função.  

Dentro deste mar de dificuldades em que temos vindo a viver, e sendo que amanhã teremos necessariamente que ser melhores do que fomos até agora, e sendo que há tanto trabalho a fazer, temos o direito  de alguma satisfação pessoal, nossa, da U.Porto, no patamar a que chegamos, em todas as áreas da nossa missão pública, da nossa obrigação como Instituição Pública.

Nestes dois anos resolvemos problemas pendentes muito difíceis e estamos com alguns outros no caminho da sua resolução, enfrentamos com sucesso problemas do quotidiano de gestão na relação com os governos, muito complicados, no que mais conta avançamos muito na área da formação, com ênfase na inovação pedagógica e na avaliação, colocamos projetos muito bem sucedidos, e outro estão a caminho, na investigação, fortalecemos imenso a internacionalização, demos outra dimensão à cultura, fizemos uma pequena revolução na área digital, com a criação de uma estrutura fundamental para o futuro (lembram-se com estava a informática quando entramos?), temos feito um trabalho de imensa dimensão e profundidade no património (e estamos a fazer), demos um impulso muito importante na inovação, melhoramos imenso a comunicação mudamos muito, para melhor, a nossa ação social, iniciamos um trabalho de fundo com grande impacto na relação com a Sociedade, no apoio à  empregabilidade e no voluntariado, estamos em particular a trabalhar para melhorar o património desportivo, estamos a desenvolver um trabalho também de fundo para regularizar esta ‘selva’ que é o conjunto das nossas participadas. Nisto tudo releva termos concluído com sucesso, o nosso plano estratégico da U.Porto 2016-2020, um importantíssimo instrumento de trabalho.

Muito, muito há ainda a fazer.

Está na hora de partir… para Timor! Nas próximas 12 horas,  ‘bem alto  no horizonte’ não deixarei de refletir sobre a imensa tarefa que temos à nossa frente, na consolidação da qualidade do nosso serviço, na consolidação da nossa reputação nacional e internacional, na nossa necessária intervenção nas politicas públicas, nomeadamente no ensino superior e na investigação, na terceira missão de valorização do conhecimento e na dimensão social, nas nossa políticas de sustentabilidade, na nossa organização da investigação, no bom uso de dinheiros públicos na defesa do nosso imenso património…. Para lá de outras…

Uma tarefa e uma missão que só terá sucesso, como vai continuar a ter, com a contribuição de todos.

Aceitem os meus cumprimentos,

Sebastião Feyo de Azevedo


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SEBASTIÃO FEYO DE AZEVEDO, Professor  
Reitor / Rector 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Uma Primeira Análise Pessoal dos Dados do Estudante da UP em 2014/2015

Apresento de seguida uma primeira análise pessoal do importante documento (citado no post anterior) que foi elaborado pela Reitoria e tem o título "Caracterização socioeconómica e escolar dos estudantes inscritos na U.Porto em ciclos de estudos em 2014/2015". Esse estudo foi realizado pelo Gabinete de Estudos Estratégicos e Melhoria Contínua da UP e pode ser lido na íntegra aqui:

Estudantes de Licenciatura e Mestrado Integrado

A UP tinha 21299 estudantes de Licenciatura ou Mestrado Integrado em 2014/2015.

Género
Das 14 Faculdades, 11 têm claro predomínio de estudantes do sexo feminino. No entanto, em termos globais, os estudantes do sexo feminino são pouco mais do que metade (53%) porque entre as 3 Faculdades com predomínio masculino (FEUP [73%], FCUP [55%] e FADEUP [72%]) encontram-se duas Faculdades com muitos estudantes (FEUP e FCUP).

Idade
Escolhidos 4 grupos etários (até 20 anos; 20 a 23; 24 a 27; 28 ou mais), observa-se que, em termos globais, mais de 50% dos estudantes tem entre 20 e 23 anos de idade. As Faculdades que têm maior percentagem de estudantes mais novos (até 20 anos) são a FEP, a FCUP e a FADEUP. As que têm maior percentagem de estudantes mais velhos (acima de 24 anos) são o ICBAS, a FAUP e a FEUP.

Nacionalidade
É ínfima na UP a percentagem de estudantes estrangeiros: 2% do total. As Faculdades que têm mais estudantes estrangeiros são a FAUP (4%), FLUP (3%). As que têm menos estudantes estrangeiros são o ICBAS (2 estrangeiros) e a FMUP (10 estrangeiros, 1%). De referir que o curso de Geologia da FCUP singulariza-se ao ter 10% de estudantes estrangeiros (11 alunos). Por países, os PALOPs são a origem da maioria dos estudantes estrangeiros da UP (Brasil – 94; Cabo Verde – 66; Angola -29; Moçambique – 12; Timor Leste – 12; São Tomé e Príncipe – 9; Guiné Bissau - 2).

Região de Proveniência
A esmagadora maioria (88%) vem do Norte. Seguem-se a região Centro (7%), Ilhas (3%) e Lisboa (1%). A FAUP é a que atrai mais estudantes de fora da região Norte (26%). As mais “nortenhas” são FLUP e a FEP (93% dos seus estudantes são da região Norte).

Pais do Estudante

Nível de Escolaridade do Pai
Fez-se a análise com base na seguinte descriminação: Básico (4 níveis diferentes), Secundário, Médio e Superior; para 10% dos estudantes o nível escolar do pai é desconhecido. Em termos globais, um terço (33%) dos estudantes de Licenciatura ou Mestrado Integrado da UP têm pai com nível de escolaridade Superior; 35% dos estudantes tinham pai com nível de escolaridade Básico. Essa percentagem sobe para o nível máximo no curso de Engenharia Industrial e de Gestão (58%) da FEUP (39%), atingindo cerca de 50% na FMUP e ICBAS e 43% na FAUP. Todas as outras Faculdades têm percentagens acima dos 23%, com exceção da FLUP e na FPCEUP em que apenas 15% dos seus estudantes têm pais com nível de escolaridade Superior.
Quanto a estudantes cujo pai tem nível escolar Básico, eles são em maior percentagem na FPCEUP (67%), FLUP (63%), sendo o ICBAS (30%), a FMUP (32%) e a FAUP (33%) as Faculdades que apresentam os valores mais baixos neste parâmetro.

Nível de Escolaridade da Mãe
O nível de escolaridade da mãe é superior ao nível de escolaridade dos pais: 39% dos estudantes de Licenciatura e MI da UP têm mãe com nível de escolaridade Superior. Esta diferença reflete-se nos valores das várias Faculdades. O curso Engenharia Industrial e de Gestão é de maior percentagem (61%; numa FEUP com 46%), atingindo cerca de 57% na FMUP e ICBAS, e 20% na FLUP e 19% na FPCEUP.
Quanto a estudantes cuja mãe tem nível de escolaridade Básico, eles são em maior percentagem na FPCEUP (61%), FLUP (59%), sendo o ICBAS (22%), a FMUP (25%) e a FAUP (29%) as Faculdades que apresentam valores percentuais mais baixos.


Situação Profissional do Pai
Foram descriminadas 3 situações: empregado, desempregado e reformado (havendo uma percentagem de 18% de respostas não significativas e rotuladas como “desconhecido” ou “outros”). Em termos globais, em 69% dos estudantes o pai estava empregado, 7% desempregados e 6% reformados. O desemprego do pai atingia 10% nos estudantes da FLUP, enquanto que o desemprego do pai era referido por 15% dos estudantes dos seguintes cursos Astronomia (FCUP) Arquitetura Paisagista (FCUP), e Arqueologia (FLUP).

Situação Escolar do Estudante

Formação Escolar Anterior do Estudante
A esmagadora maioria dos estudantes (94%) vinha diretamente do Secundário. Dos outros, 5% eram Licenciados, 1% eram Mestres e menos de 1% eram Doutorados. A FAUP era a Faculdade com maior percentagem (12%) de estudantes com grau superior ao secundário, seguida do ICBAS e FPCEUP (10%). A FBAUP e a FEP tinham apenas 2% dos seus estudantes com grau superior ao secundário.

Frequência em Regime de Tempo Parcial
Só uma pequena minoria (8%) dos estudantes de Licenciatura ou MI frequenta a UP em regime de tempo parcial. Esta percentagem é particularmente baixa na FMUP (1%), FMDUP (2%) e FCNAUP (3%). Os valores mais elevados encontram-se na FAUP (23%). Astronomia (FCUP) é curso com maior percentagem (37%) de estudantes em regime de tempo parcial.

Deslocação da Residência Permanente
A grande maioria (81%) dos estudantes da UP vive na sua residência permanente.
A FADEUP é a Faculdade que apresenta menor percentagem (14%) de estudantes deslocados, enquanto a FCAUP (42%) e a FFUP (41%) são a que apresentam percentagem mais alta.

Situação de Bolseiro
Apenas 18% dos estudantes da UP são bolseiros. Destes a esmagadora maioria (3857) eram bolseiros da ação social do ensino superior, 8 eram bolseiros de instituições estrangeiras, 4 eram bolseiros de outra instituição nacional e 5 estavam na condição de candidatos a bolseiros da ação social do ensino superior. A FPCEUP era a que tinha maior percentagem (33%) de estudantes com bolsa, seguida da FLUP (31%); as que tinham menor percentagem eram o ICBA, a FMDUP e a FAUP (11%), a FMUP (12%) e FEP (13%). Dos 8 bolseiros estrangeiros, 7 estudavam na FLUP e todos no curso de Línguas, Literatura e Culturas.

Estatuto de Estudante Trabalhador
Apenas 5% dos estudantes da UP tem este estatuto, sendo que as percentagens mais elevadas se encontram na FPCEUP (9%), ICBAS e FLUP (8%), e as mais baixas na FAUP e FAUP (2%) e FEP (3%). O curso com maior percentagem (18%) de estudantes trabalhadores é História da Arte (FLUP).

Situação Profissional do Estudante
Apenas 10% dos estudantes não são alunos a tempo inteiro. Desses 10%, 8% são empregados, 1% eram desempregados e 13 estudantes eram reformados.


Estudantes de Mestrado – 2º Ciclo

A UP tinha 5553 estudantes de Mestrado em 2014/2015.

Género
Das 14 Faculdades, 12 têm claro predomínio de estudantes do sexo feminino. Em termos globais, as estudantes do sexo feminino são 59% do total. Apenas a FADEUP (64%) tem claro predomínio masculino, com a FEUP com 54% de estudantes de Mestrado de sexo masculino.

Idade
Escolhidos 3 grupos etários (20 a 23 anos; 24 a 27; 28 ou mais), observa-se que, em termos globais, mais de 50% dos estudantes tem mais de 24 anos de idade. As Faculdades que têm maior percentagem de estudantes mais novos (20 a 23 anos) são a FCUP (60%), a FADEUP (52%) e o ICBAS (51%). As que têm maior percentagem de estudantes mais velhos (acima de 28 anos) são a FMDUP (78%), a FPCEUP (48%) e a FLUP (39%).

Nacionalidade
É baixa na UP a percentagem de estudantes de Mestrado estrangeiros: 11% do total (593). As Faculdades que têm maior percentagem de estudantes estrangeiros são a FPCEUP (15%) e a FLUP (14%), sendo as mais baixas a FCNAUP (2%) e a FFUP (3%). Dos 593 estudantes de Mestrado estrangeiros, 223 são do Brasil, com outros PALOPs de seguida (Angola - 30; Cabo Verde – 17; Timor Leste – 14; Moçambique 12 e Aão Tomé e Príncipe 2). Outros países: Espanha (20), China (19) Itália (17), Irão (12) Egipto (11).

Região de Proveniência
A grande maioria (81%) vem do Norte. Seguem-se a região Centro (8%), Estrangeiro (8%), Ilhas (1%), Lisboa (1%) e Alentejo (1%). A FAUP é a que atrai mais estudantes de fora da região Norte (26%). As mais “nortenhas” são FLUP e a FEP (em que 93% dos estudantes são da região Norte).

Pai do Estudante

Nível de Escolaridade do Pai
Fez-se a análise com base na seguinte descriminação: Básico (4 níveis diferentes), Secundário, Médio e Superior; para 22% das estudantes o nível escolar do pai é desconhecido. Em termos globais, apenas 20% destes estudantes da UP têm pai com nível de escolaridade Superior e 39% nível escolar Básico. É interessante referir que os níveis médios de escolaridade do pai de estudantes de Mestrado é inferior aos dos de pai dos estudantes de Licenciatura ou Mestrado Integrado. Será por serem mais velhos?
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Nível de Escolaridade da Mãe
A percentagem de estudantes com mãe com nível escolar Superior é de 22%, isto é igual à percentagem referente ao pai; a percentagem de nível escolar Básico também é semelhante (38%).


Situação Profissional do Pai
Foram descriminadas 3 situações: empregado, desempregado e reformado (havendo uma percentagem de 31% de respostas não significativas e rotuladas como “desconhecido” ou “outros”). Em termos globais, 48% dos pais estavam empregados, 7% desempregados e 14% reformados. Quando se passa dos estudantes de Licenciatura e Mestrado Integrado para os de Mestrado, há um aumento de percentagem de estudantes com pais reformados e diminuição dos com pai empregado. De novo, um efeito da idade?

Situação Escolar do Estudante

Formação Escolar Anterior do Estudante
A maioria dos estudantes (86%) são Licenciados, 5%, têm o Secundário e 4% são Bacharéis. Dos que têm apenas o Secundário, 89 são estudantes da FUP, 82 da FBAUP e 44 da FCUP.

Frequência em Regime de Tempo Parcial
Só uma pequena percentagem (14%) destes estudantes estão em regime de tempo parcial. Esta percentagem é máxima na FLUP (23%).

Deslocação da Residência Permanente
A grande maioria (81%) destes estudantes da UP vive na sua residência permanente (a mesma % dos estudantes de Licenciatura). Esta percentagem é a mais baixa na FBAUP (76%).

Situação de Bolseiro
Apenas 18% dos estudantes da UP são bolseiros dos ação social do superior (igual à % dos Licenciados) e 2% tem bolsa de instituição estrangeira. As Faculdades com maior percentagem de bolseiros são as seguintes: FLUP (28%), FPCEUP (27%) e FCUP (24%). Os cursos com maior percentagem de bolseiros são: Ensino de Matemática no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Secundário (82%, FCUP), Genética Forense (69%, FCUP), Ensino de História e de Geografia no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário (67%, FLUP), História e Património (63%, FLUP), Medicina e Oncologia Molecular (57%, FMUP), Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário (57%, FPCEUP), Geomateriais e Recursos Geológicos (57%, FCUP), Sociologia (56%, FLUP).

Estatuto de Estudante Trabalhador
Apenas 11% dos estudantes da UP tem este estatuto, sendo que as percentagens mais elevadas se encontram na FPCEUP (19%) e na FEP (16%). O curso com maior percentagem (40%) de estudantes trabalhadores é o de Temas de Psicologia (FPCEUP).

Situação Profissional do Estudante
Destes estudantes, 63% são apenas alunos, 27% são empregados e 6% são desempregados. Apenas 10 estudantes são reformados.


Estudantes de Doutoramento – 3º Ciclo

A UP tinha 3300 estudantes de Doutoramento em 2014/2015.

Género
A maioria (56%) destes estudantes eram do sexo feminino. Apenas a FEUP (65%) e a FEP (56%) têm claro predomínio masculino. A FCNAUP (84%) e a FPCEUP (82%) são as que têm percentagem mais elevadas de estudantes do sexo feminino.

Idade
Escolhidos 3 grupos etários (20 a 23 anos; 24 a 27; 28 ou mais), observa-se que a grande maioria (78%) dos estudantes tem mais de 28 anos de idade, sendo que os estudantes deste nível etário constituem a esmagadora maioria nas seguintes Faculdades: FBAUP (96%), FPCEUP (91%), FLUP (89%) e FMUP (81%).

Nacionalidade
É baixa na UP a percentagem de estudantes de Doutoramento estrangeiros: 19% do total (624). As Faculdades que têm maior percentagem de estudantes estrangeiros são a FADEUP (30%), a FDUP (27%), a FEUP (24%) e FCUP (24%). Do total de 624 estudantes estrangeiros de Doutoramento, 300 vieram do Brasil, 52 do Irão, 24 de Angola, 20 de Moçambique e 20 de Itália.


Região de Proveniência
A maioria (75%) vem do Norte. Seguem-se o Estrangeiro (11%), a região Centro (9%), Lisboa (3%), Ilhas (1%), e Alentejo (1%). A FAUP é a que atrai mais estudantes de fora da região Norte (26%). As mais “nortenhas” são FLUP e a FEP (em que 93% dos estudantes são da região Norte).

Pai do Estudante

Nível de Escolaridade do Pai
Fez-se a análise com base na seguinte descriminação: Básico (4 níveis diferentes), Secundário, Médio e Superior; para 24% das estudantes o nível escolar do pai é desconhecido. Em termos globais, 27% destes estudantes da UP têm pai com nível escolar Superior e 32% nível escolar Básico. A FDUP (53%) e a FAUP (50%) são as que têm maior percentagem de estudantes com pai com nível escolar Superior; o oposto acontece em relação à FPCEUP (11%) e à FLUP (18%)
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Nível de Escolaridade da Mãe
A percentagem de estudantes com mãe com nível escolar Superior é de 27%, isto é igual à percentagem referente ao pai; a percentagem de nível escolar Básico também é semelhante (31%). A FPCEUP (12%) é a que tem maior percentagem de estudantes com mãe com menor nível escolar Superior.

Situação Profissional do Pai
Foram descriminadas 3 situações: empregado, desempregado e reformado (havendo uma percentagem de 26% de respostas não significativas e rotuladas como “desconhecido” ou “outros”). Em termos globais, 35% dos pais estavam empregados, 6% desempregados e 22% reformados. De novo, um efeito da idade?

Situação Escolar do Estudante

Formação Escolar Anterior do Estudante
A maioria dos estudantes (69%) são Mestres, 25% são Licenciados, 1% são Bacharéis.

Frequência em Regime de Tempo Parcial
24% destes estudantes estão em regime de tempo parcial. Esta percentagem é máxima na FMUP (38%) e elevada na FPCEUP (36%) e na FLUP (31%).


Deslocação da Residência Permanente
A grande maioria (84%) destes estudantes da UP vive na sua residência permanente (superior à % dos estudantes de Licenciatura). Esta percentagem é a mais baixa Com a

Situação de Bolseiro
Só uma pequena minoria (12%) dos estudantes de Doutoramento da UP era bolseiro. A FCT era responsável pela atribuição de bolsa a 10% dos estudantes de Doutoramento; outras instituições nacionais eram responsáveis por bolsas para cerca de 4% dos estudantes dos Doutoramento; instituições estrangeiras eram responsáveis por bolsas para menos de 2% dos estudantes de Doutoramento da UP. As Faculdades que tinham maior percentagem dos seus estudantes a receber bolsas de doutoramento eram, de longe, as seguintes: FFUP (51%), FCUP (44%).

Estatuto de Estudante Trabalhador
Apenas 2% dos estudantes de Doutoramento da UP tinha este estatuto.

Situação Profissional do Estudante
Destes estudantes de Doutoramento, 50% são apenas alunos, 38% são empregados e 2% são desempregados. Apenas 8 estudantes de Doutoramento são reformados.


quarta-feira, 22 de junho de 2016

O Estudante da UP em 2014/15

A 18 de abril passado foi enviado por email pelo Secretariado do Conselho Geral (CG) a todos os membros deste Conselho um importante documento, nunca agendado para discussão em reunião do CG, sobre a “Caracterização socioeconómica escolar dos estudantes inscritos na U. Porto em ciclos de estudos em 2014/15”. O documento, de 152 pgs, é riquíssimo em informação e é composto exclusivamente por dados numéricos (em quadros, gráficos, tabelas, etc.). Foi elaborado pelo Gabinete de Estudos Estratégicos e Melhoria Contínua da Reitoria da UP. A riqueza informativa deste documento pede uma análise atenta aos seus dados, uma análise que sirva de base concreta para uma verdadeira visão estratégica da UP: se olharmos com cuidado o que somos, mais adequado será o desenho das nossas escolhas para o futuro.
O documento pode ser lido aqui: