segunda-feira, 24 de julho de 2017

Aumento de Reprovações Devido à Redução do Período de Exames Decidida pela Reitoria da UP

(email enviado hoje ao Reitor, Equipa Reitoral e outros responsáveis da UP)

O semanário “Expresso” traz este fim-de-semana notícia de página inteira sobre o aumento inusitado de reprovações na FMUP que é atribuído à acumulação de exames finais num curto período de tempo, circunstância nova na UP que resulta da decisão da Reitoria que decidiu encurtar o ano letivo (passou a ser de 15 de setembro a 30 de junho, em vez de 1 de setembro a 31 de julho), à custa da redução do período de exames finais. O mesmo efeito lesivo para os estudantes foi sentido em outras Faculdades da UP.
A notícia do “Expresso” pode ser lida aqui:
ou aqui:

A heterogeneidade de formações oferecida pelas várias Faculdades é naturalmente refletida em métodos de avaliação também diferentes em cada Faculdade, os quais requerem tempos diferentes para a sua concretização e que não são compatíveis com um período apertado para exames finais. Volto a sugerir à Reitoria da UP que não repita o mesmo erro no próximo ano letivo.
Basta que a Reitoria tem há em consideração a autonomia pedagógica das Faculdades, como está nos Estatutos.
É tão simples a solução: basta respeitar os princípios de subsidiariedade e de descentralização de decisões, deslocando-as da Praça dos Leões para o mais junto possível daqueles que são afetados por essas mesmas decisões.
Proponho que à Reitoria da UP que determine o seguinte para o ano letivo de para 2017/18:

  1. O ano letivo vai de 1 de setembro a 31 de julho, podendo cada Faculdade encurtá-lo como quiser desde que cumpra 16 semanas letivas por semestre, mínimo exigido por normas europeias referentes a ECTS.
  2. O calendário e a extensão dos períodos de exame serão definidos por cada Faculdade, desde que respeitem as 16 semanas de lecionação por semestre.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

terça-feira, 18 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Teatro Universitário do Porto (TUP) e Digital Fabrication Laboratory (DFL, FAUP) Ficarão sem Instalações com a Próxima Venda dos Terrenos do Colégio Almeida Garrett pela UP

A notícia pode ser lida aqui:
Pergunta-se:
Se a venda foi decidida e aprovada há meses, porque não se procurou logo nesse momento encontrar os espaços alternativos para alojar estas instituições de criação cultural da UP ?
Com o dinheiro que a UP tem recebido pela venda de património imobiliário, não faria sentido a Universidade criar um espaço digno (basta uma sala estúdio) para o TUP e para outros grupos da UP aí realizarem as suas atividades criativas?
Falta de atenção à Cultura por parte da Reitoria da UP?

terça-feira, 11 de julho de 2017

10 Milhões de Euros !

Foi quanto custou a Galerida da Biodiversidade da UP, como se pode ler aqui: https://drive.google.com/file/d/0B0Hxw1-OkthJNzZ1Z2F1Z1J3dDg/view?usp=sharing
Visitei a Galeria da Biodiversidade e tive dificuldade em perceber como se justifica um gasto de 10 milhões de euros.

O CRUP no seu melhor: escolhe 6 dos 12 (!) membros da comissão de inquérito à tragédia de Pedrógão Grande

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) ganha eminência ao nomear 6 em 12, e ao escolher um ex-reitor para presidente da comissão de 12 elementos que irá investigar a tragédia de Pedrógão Grande, tal como se pode ler no “Público” de hoje: https://drive.google.com/file/d/0B0Hxw1-OkthJRnVTQjc5Z3MwVzA/view?usp=sharing

Não se sabe quando será a primeira reunião da comissão dos 12, mas sabe-se que resultados só são esperados para depois da época dos fogos (depois de outubro).

Esta comissão de 12 é uma deriva caricatural da “Feynman Commission” que investigou o “Space Shutle Challenger Disarter”. Seria aconselhável que os 12 iniciassem os seus trabalhos lendo a frase final do relatório de Richard Feynman: “reality must take precedence over public relations, for nature cannot be fooled”.

Quanto custará ao país os trabalhos desta comissão de 12? Quanto custam ao país as dezenas de comissões de 12 (ou mais) que existem em Portugal? Funcionam estas comissões à dúzia? Não, não servem para nada como todos sabemos, e o CRUP também. Mas há que aproveitar o ar do tempo. Uma comissão de 4 especialistas que investigasse e produzisse um relatório num par de semanas é algo impensável.